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O que tenho no coração? Representação anatómica e linguagem contemporânea

O coração, enquanto órgão vital, tem sido ao longo da história um dos símbolos mais universais da condição humana. Para além da sua função biológica, representa emoções, afetos, memórias, sonhos e valores que fazem parte da identidade de cada indivíduo.

Partindo da observação da anatomia do coração humano, os alunos foram desafiados a desenvolver uma interpretação visual que articulasse o rigor da representação científica com uma linguagem plástica inspirada na arte contemporânea. Através da análise das formas, volumes, veias e artérias principais, exploraram diferentes possibilidades de representação, conjugando observação, experimentação gráfica e expressão pessoal.

O projeto propôs uma reflexão em torno da questão “O que tenho no coração?”, incentivando cada participante a transformar um objeto de estudo anatómico num território de significados, emoções e narrativas individuais. Assim, os desenhos apresentados revelam abordagens diversas — por vezes mais realistas, outras mais simbólicas, fragmentadas ou expressivas — evidenciando a riqueza criativa e conceptual dos seus autores.

Recorrendo a diferentes materiais e técnicas, os alunos exploraram contrastes, texturas, grafismos, padrões e composições visuais que aproximam a representação anatómica da linguagem artística contemporânea. O resultado é um conjunto de ilustrações que estabelece um diálogo entre ciência e arte, conhecimento e imaginação, objetividade e subjetividade.

Estas obras convidam-nos a olhar para o coração não apenas como um órgão essencial à vida, mas também como um espaço simbólico onde habitam sentimentos, experiências e valores que nos definem enquanto seres humanos.

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